Sin Maíz No Hay País: uma vitória contra a Monsanto

O tribunal federal distrital para questões civis da Cidade do México emitiu, dia 10 de outubro, uma medida cautelar para suspender as autorizações existentes ou pendentes para o uso de milho geneticamente modificado. A medida é endereçada ao Ministério da Agricultura (Sagarpa) e ao Ministério do Meio Ambiente (Semarnat), os órgãos federais competentes. É uma vitória importante, um prêmio para os agricultores e as organizações da sociedade civil que sempre lutaram pela soberania alimentar e pelo fim do uso de sementes GM no México. Uma decisão sem precedentes e que aconteceu justamente no momento em que são publicados na internet comentários indignados contra a entrega do World Food Prize (linkto: http://www.worldfoodprize.org/) à Monsanto.

«As culturas transgênicas exigem grandes extensões de terra, monoculturas e, especialmente, enorme capital, sem contar que precisam de um uso constante de agrotóxicos. Falamos, portanto, de uma agricultura filha da era industrial, que com o tempo demonstrou ser extremamente prejudicial para os pequenos agricultores locais, para as variedades tradicionais, para a saúde do meio ambiente e das pessoas, além da economia rural. Por isso, a decisão tomada pelo tribunal federal pode ser comemorada como uma vitória para a incrível biodiversidade deste país e de quem luta para preservá-la», afirma Carlo Petrini, presidente do Slow Food.

O ato jurídico é o resultado de uma ação de coletiva de cidadãos, agricultores, camponeses, populações indígenas, advogados, cientistas e ativistas que lutaram para defender a cultura mais representativa do México – o milho – da agressão das culturas transgênicas das corporações, que estão se impondo no mercado internacional.

«Esta medida», enfatiza Raúl Hernández Garciadiego, «protege o país inteiro, entendido como território unitário, no qual nasceu o cultivo do milho, uma cultura que as populações locais mantiveram e melhoraram por mais de 7000 anos e que ainda hoje representa a base da alimentação mexicana tradicional».

Entre as assinaturas do pedido da ação coletiva apresentada dia 5 de junho, aparecem também nomes de representantes mexicanos do movimento Slow Food: Raúl Hernández Garciadiego, responsável pela Fortaleza do amaranto de Tehuacán (http://www.fondazioneslowfood.it/presidi/dettaglio/653/amaranto-di-tehuacán); José Carlos Redon, líder do convivium Del Bosque ([email protected]); Eduardo Correa, coordenador da rede de jovens do Slow Food do México (http://www.slowfoodyouthnetwork.org/where-are-we/) e da cooperativa Tosepan Titatanisake, que coordena a Fortaleza do mel de abelhas nativas de Sierra Norte de Puebla (http://www.fondazioneslowfood.it/presidi/dettaglio/4633/miele-di-ape-nativa-della-sierra-norte-di-puebla). A ação coletiva enfatizou principalmente o risco ambiental ligado aos cultivos GM, e o fez com razão. A medida cautelar, de fato, proíbe o cultivo de milho transgênico nos campos mexicanos até segunda ordem.

Uma vitória, como comenta Eduardo Correa: «Ficamos honrados em poder ter assinado este documento histórico. Como jovens do Slow Food, temos o dever de tomar uma posição e agir coerentemente com os nosso ideais. Hoje não basta mais sermos coprodutores responsáveis; hoje é preciso agir e defender ativamente tudo o que consideramos essencial para a natureza e para nós mesmos. Agradecemos a quem deu início a esta campanha para o bem de todos e estamos orgulhosos em poder lutar ativamente pela proteção do milho mexicano: Sin Maíz No Hay País».

Saiba mais:

www.sinmaiznohaypais.org

https://old.slowfood.com/international/food-for-thought/focus/197949/no-corn-no-country/q=DF5DAA

https://old.slowfood.com/international/22/gmos

Departamento de Imprensa Slow Food International

Paola Nano, +329 8321285 [email protected]

old.slowfood.com

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